O fogo ardia,o vento soprava.
Era a vontade de voar,esperar a maré abaixar.
Era o barulho das crianças afora,
suas mantras na espera de uso
mas,não era o tempo,eram os limites.
Observo suas faces resplandecentes,
ingênuas e vulneráveis,
o vento sempre a favor,enquanto
hoje reconheço a fraqueza das asas.
Hoje sei pousar e repousar.
Mas,ainda o manto á espreita.
Oh,dona do meu ser,
tenho medo de sair do ninho,
medo de viver caindo,
medo de voltar a engatinhar.
Medo de não ter você ao meu lado.
Medo de nenhuma mão ser estendida.
Você me apresentou á divindades
mas,reconheci e reconheço
seus atrozes materialísticos.
Sou uma alma,não tenho uma.
Nenhum comentário:
Postar um comentário